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SEMENTES DE LUZ - ELIPHAS LEVI

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Dando sequência à nossa apresentação dos Grandes Mestres da Humanidade. Apresentamos Eliphas Levi.

 

Batizado como Alphonse Louis Constant, nasceu em 08 fevereiro de 1810, em Paris, França e faleceu em 31 maio de 1875 em Paris, França.

 

Eliphas Levi foi um ocultista, mago e escritor.

 

De família muito pobre, aos 7 anos foi encaminhado para a comunidade religiosa da Igreja de São Luis, para receber educação e formação religiosa.

 

Destacou-se entre os alunos por sua inteligência e aptidão para assuntos de caráter religioso.

 

Logo foi encaminhado para o seminário para se preparar para se dedicar a vida religiosa, separando-o completamente do contato com a família.

 

No seminário aprofundou-se nos estudos linguísticos. Aos 18 anos lia a Bíblia no seu texto original sem qualquer dificuldade.

 

Em 1830, aos 20 anos, foi transferido para outro seminário para cursar Filosofia

e 2 anos depois iniciou seus estudos sobre Teologia.

 

Foi nesta época que escreveu seus primeiros poemas religiosos e seu primeiro livro: “Nemrod”.

 

Tendo concluído seus estudos sobre Teologia foi destacado para ensinar catecismo e tornou-se também diácono.

 

Certo dia foi procurado por uma senhora muito humilde para que ministrasse as aulas de catecismo para a sua menina. Eliphas ficou encantado com a pureza da menina, a ponto de compará-la com a Virgem Maria.

 

Sua ordenação como sacerdote estava programada para os próximos meses, no entanto, depois de ter contado isto a seu superior foi expulso do seminário.

 

Então, com 26 anos de idade, tendo passado quase toda a sua vida entre os muros de seminários, se viu sozinho, atordoado, tendo que procurar por um trabalho e conseguir um local para morar.

 

Sua mãe ficou tão perturbada com a sua expulsão do seminário, que se suicidou.

 

Toda a população o evitava por ter sido expulso do seminário, o que o prejudicou muito para encontrar um trabalho e um abrigo para morar.

 

Trabalhou em um circo que percorria o interior da França. Depois disto, conseguiu trabalhar como pintor.

 

Como desenhava muito bem, criou uma revista chamada “Belas mulheres de Paris”, juntamente com um amigo jornalista, Henri Alphonse Esquirros. Ele se encarregava das ilustrações da revista e o amigo dos textos.

 

Em 1839 conheceu um abade rebelde que o convidou para fazer parte da sua igreja, a Abadia de Solemens.

 

Lá encontrou uma biblioteca muito valiosa com 20.000 obras de temas religiosos, ocultistas e gnósticos e obras sobre Astrologia.

 

Eliphas Levi ficou encantado com o universo novo que se descortinava a sua frente e através das leituras foi abrindo novos caminhos para seu conhecimento espiritual.

 

Ficou fascinado com a idéia de que todos os seres humanos podem ser salvos, que o inferno não existia, que Deus não punia seus filhos, etc.

 

Apesar de ainda continuar a ser considerado traidor da Igreja Católica e por este motivo ser perseguido, depois de algum tempo partiu para fora dos muros da igreja do abade rebelde para viver outras experiências.

 

Nesta época começou a frequentar o grupo Rosacruz e conheceu também os mistérios martinistas.

 

Mais tarde, se iniciou na Maçonaria, além da Cabalah judia, o que lhe inspirou a mudar o seu nome para o pseudônimo Eliphas Levi.

 

Aos 35 anos de idade, em 1845, escreveu sua primeira obra ocultista:

“Cristo Consolador”.

 

Em 1847 casou-se com Marie Noemi Cadiot, com que ficou casado por apenas 7 anos.

 

Em fevereiro de 1847 acusado de incitar o povo contra o imperador, foi condenado e preso por 1 ano. Graças a interferência da sua esposa, conseguiu se ver livre após 6 meses apenas.

 

No mesmo ano sua filha nasceu. Sempre muito doente, veio a falecer em 1854.

 

Em 1858 Eliphas Levi fundou um grupo político com fins eleitorais, mas, influenciado por amigos, abandonou esta idéia passando a se dedicar inteiramente ao ocultismo.

 

Em 1854 separou-se de sua esposa e mudou-se para Londres, aonde iniciou seus estudos sobre alta Cabalah.

 

Relacionava-se com ocultistas e juntos realizaram alguns trabalhos espirituais, divulgados através da revista “L’initiation”, publicada por Papus.

 

Na revista, divulgaram as visões de: Jesus, de Apolônio de Tiana e de São João, com revelações sobre os mistérios dos sete selos, detalhes da magia celeste e as chaves dos milagres.

 

Em 1855 fundou a revista “Filosófica e religiosa”, aonde publicou sua obra: “Dogma e ritual da alta Magia” e o poema “Calígula”, cujo personagem era identificado como o Imperador Napoleão III, o que provocou sua condenação e prisão. Na prisão escreveu uma réplica, o “anti Caligula”, sendo por isto absolvido e posto em liberdade.

 

Na obra “Dogma e ritual da alta Magia” descreveu os rituais pelos quais as Leis cósmicas atuam e os milagres explicados pela razão, com desenhos e ilustrações feitos por ele mesmo.

 

Afirmava que a escuridão é a ausência da luz, assim como o Diabo é a ausência da luz, isto é, a ignorância quando não iluminada pela sabedoria.

 

Escreveu também a obra: “O Grande Arcano”; “História da Magia”; “A chave dos grandes mistérios”; “As origens da Cabalah”; “Paradoxos da sabedoria oculta”, entre outros; no Brasil, publicados pela Editora Pensamento.

 

Escreveu também “Curso de Filosofia oculta”.

 

Mantinha contato com Madame Blavatsky, citando-o em algumas de suas obras.

 

Seus amigos tinham alto nível cultural, eram espiritualistas diversos, cabalistas e ocultistas. Muitos pertenciam a uma classe social muito abastada, mas, ele não se impressionava com este fato.

 

Cuidava de sua saúde e de sua alimentação e mantinha uma vida simples, cultivava a humildade.